Postagens e repostagens daquilo que merece ser compartilhado: o nosso universo geek.

Especial sobre Driver (parte 2 de 2)

Driver já foi um ícone da geração 32 bits, a promessa que decepcionou na geração 128 bits, mas as coisas não pararam por aí: agora, na geração mais atual – que manteve os comandos aos 128 bits [da geração PS2], e que por isso não adiantaria nomeá-la dessa forma – volta com tudo para mostrar que Driver merece respeito.

Driver San Francisco, a volta dos bons tempos

“Driver” para PS3, Xbox 360 e PC, não recebe subtítulo justamente por ser um recomeço para a série. Não entenda errado, San Francisco não é subtítulo real, afinal, o jogo simplesmente se passa na cidade, sempre se passou. Parallel Lines foi um subtítulo

.

Nos últimos anos, séries de jogos como Rainbow Six: Vegas, Assassin’s Creed,  Ghost Recon, Splinter Cell, e muitas outras, vêm mostrando o quão interessada a Ubisoft está em fazer jogos de qualidade superior. E quando essa gigante dos vídeo-games decidiu por suas mãos na série Driver, usou todo esse vigor e rigor para trazê-la de volta à tona.

Driver é uma tentativa extremamente valida de retornar o embalo dos primeiros jogos para a geração atual. A Ubisoft revisou a versão de San Francisco dos primeiros jogos e trouxe os personagens que estavam por lá. John Tanner, quem caçava Tempene (o bandidão), teve sua história completada nesse novo título.

Gráficos lindos, carros incríveis, jogabilidade muito boa, mapa bonito e razoavelmente grande, mas nem tudo são rosas para esse jogo. Infelizmente, a atmosfera de policiais dos anos 90, detetives, perseguições, cidade de clima frio e úmido e bandidos que viviam em prédios escuros nos subúrbios, se perderam. O visual diurno, bem iluminado e com diálogos bobos e cheios de expressividade mal atuada, tiram um pouco da graça, deixando Driver San Francisco um jogo bem raso.

Contudo, a Ubisoft conseguiu se superar em relação as primeiras expectativas sobre Driver SF. Quando os primeiros gameplays surgiram mostrando que você poderia simplesmente trocar de carro usando uma visão superior, posicionando-a sobre o veículo desejado e simplesmente adentrá-lo, muitos acharam a ideia jocosa . Por outro lado, apesar da ideia questionável, a produtora do jogo conseguiu fazer com que fosse funcional durante as missões. Após a primeira meia-hora de jogo, até se abandona a ideia ruim que se tinha sobre a função.

Driver San Franciso, no final das contas, é um excelente título. Um jogo bem produzido, com excelente gráficos, jogabilidade e variedade de carros. E embora tenha deixado de lado o clima de “criminosos do tráfico e detetives que frequentam bares” de lado, por diálogos bobos, trama rasa e sem conteúdo sério, mostrou que Driver consegue fazer frente a GTA, não elevando-se ao mesmo nível, mas fazendo um jogo diferente. Afinal, comprar GTA não impede ninguém de comprar um bom e velho Driver. [91/100]

Flavio Martins.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s