Postagens e repostagens daquilo que merece ser compartilhado: o nosso universo geek.

Não vale tudo isso.

Já sei foi o tempo em que o Brasil tinha de esperar meses, as vezes anos, para assistir a um filme norte-americano. Não temos mais que comprar automóveis que em outros países já são ultrapassados. Porém, após todos esse anos, ainda temos de pagar verdadeiras fortunas para termos acesso aos mesmos produtos de bem de consumo que em países como o Japão são ofertados por verdadeiras “pechinchas”. Isso, visto claramente, se repete na indústria dos jogos eletrônicos.

Alguns culpam a Receita, outros, a ganancia dos produtores e distribuidores para cima do nosso Mercado em plena ascensão, no fim, o “povo paga o pato”. Jogos originalmente vendidos por U$ 59,00 (R$ 110,00 pela cotação do dia 25/04/2012) chegam a custar R$199,00; R$219,00… O que, aos olhos mais desatentos, parece “até pouca diferença” não deixa enganar aos que sabem: U$ 59,00 já contém uma margem de lucro gigantesca. Não se esqueçam: esse valor inclui lucros de um país que deu origem ao capitalismo e seus ganhos exacerbados!

Por outro lado, veja se não é no mínimo muito intrigante: um filme ‘hollywoodano’ custa – na maior parte das vezes – alguns milhões a mais que uma produção de jogo para vídeo-game, no entanto, ao se lançar a versão para Blu-ray do mesmo filme e jogo, o primeiro custaria (em uma média de valores) R$ 69,00, o segunda, como já dito: R$ 199,00 (ainda que ambos produzidos na Zona Franca de Manaus). De onde vem tanta diferença? O cinema custeia todo o projeto do filme e as cópias são só “pra lembrança”? Improvável.

A resposta, por fim, já deve ter brotado na cabeça de alguns leitores: um filme como Monstros S.A., A Era do Gelo, Piratas do Caribe… vende ao menos dezenas de vezes mais que qualquer jogo, e não precisa ser um economista formado para ter a noção de que para maior quantidade de produtos, menor margem de lucro é possível. Por tanto, a respota é: vender mais jogos! Fácil? Bom, compradores já temos. Se cada brasileiro que tivesse adquirido uma copia pirateada do jogo GTA San Andreas, tivesse comprado o disco original, teríamos o jogo mais vendido de todos os tempos, passando Super Mario World (SNES) várias vezes. (Não deixando de lembrar: jogos da série GTA foram sucesso absoluto para PS2 e PC – e outras plataformas para as quais foram lançados).

A ideia final fica: de quem é o primeiro passo: as distribuidoras cortarem os preços afim de atrair os compradores em potencial, ou os compradores começarem a comprar em forma a incentivo a indústria?

Sem preconceitos, acho que a segunda um tanto quanto duvidosa…

 

 

 

 

 

Flavio Martins.

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